ELEIÇÕES 2026

Cuiabana Marina JHC é eleita senadora por Alagoas e derrota Renan Calheiros após 32 anos

Natural de Cuiabá, tucana recebeu 926.860 votos e ficou a apenas 21.843 votos de Arthur Lira; resultado também marca mudança no cenário político alagoano

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A cuiabana Marina Candia, conhecida como Marina JHC (PSDB), foi eleita senadora por Alagoas neste domingo (4), com 926.860 votos, o equivalente a 28,20% dos votos válidos. O resultado tirou do Senado o histórico senador Renan Calheiros (MDB), que após 32 anos de atuação na Casa não conseguiu renovar o mandato.

Marina ficou em segundo lugar na disputa, atrás de Arthur Lira (PP), que foi reeleito para o Senado com 948.703 votos (28,97%). A diferença entre os dois foi de apenas 21.843 votos.

Renan Calheiros terminou em terceiro, com 731.045 votos (22,24%).

A eleição de Marina chama atenção em Mato Grosso porque ela é natural de Cuiabá e filha do tradicional empresário e pecuarista Mário Cândia, conhecido no meio empresarial e rural do Estado.

Marido também derrota filho de Renan

A vitória de Marina ocorreu no mesmo dia em que seu marido, João Henrique Caldas, o JHC, foi eleito governador de Alagoas no primeiro turno.

JHC recebeu 892.484 votos (52,20%), derrotando o então governador Renan Filho (MDB), que terminou com 809.796 votos (47,37%).

Com isso, os dois integrantes do grupo político de JHC conquistaram as principais disputas majoritárias de Alagoas, enquanto Renan Calheiros ficou fora do Senado e seu filho perdeu a disputa pelo governo.

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Durante a campanha, Renan Calheiros chegou a doar R$ 100 mil para a candidatura do filho.

Cuiabana tem tradição política na família

A ligação de Marina JHC com a política mato-grossense também vem da família materna. Ela é neta de José Monteiro de Figueiredo, o Doutor Zelito, que foi vice-governador de Mato Grosso entre 1971 e 1975, durante a gestão de José Fragelli.

Apesar de ter nascido em Cuiabá, Marina construiu sua trajetória política em Alagoas ao lado do marido, que foi prefeito de Maceió e agora assumirá o governo estadual.

A eleição para o Senado representa sua chegada a um mandato eletivo em âmbito nacional.

Fim de um ciclo para os Calheiros

O resultado das urnas também representa uma mudança na estrutura política construída pela família Calheiros em Alagoas.

Originários de Murici, município localizado na Zona da Mata alagoana e considerado um dos principais redutos eleitorais da família, os Calheiros mantiveram influência política no Estado por décadas.

Renan Calheiros chegou ao Senado em 1995 e permaneceu na Casa por mais de três décadas. Neste ano, porém, acabou derrotado na tentativa de permanecer no cargo.

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O único integrante de destaque do grupo familiar que conseguiu manter o mandato foi Remi Calheiros (MDB), irmão de Renan, que foi reeleito deputado estadual.

Veja como ficou a disputa pelo Senado

  • Arthur Lira (PP) – 948.703 votos (28,97%)

  • Marina JHC (PSDB) – 926.860 votos (28,20%)

  • Renan Calheiros (MDB) – 731.045 votos (22,24%)

  • Dr. Wanderley (MDB) – 358.478 votos (10,91%)

  • Davi Divino Filho (Republicanos) – 293.008 votos (8,92%)

  • Alexandre Fleming (UP) – 26.048 votos (0,79%)

  • Mariedson (Democrata) – 2.459 votos (0,07%)

Além dos votos destinados aos candidatos, 226.942 eleitores votaram em branco (5,86%), enquanto 358.097 (9,25%) anularam o voto.

A eleição de Marina JHC coloca uma cuiabana no Senado como representante de Alagoas e encerra a trajetória de Renan Calheiros na Casa após 32 anos, em um dos principais movimentos de mudança no cenário político alagoano nas eleições de 2026.

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ATÉ ZUNIL

Após votação expressiva em MT, Mauro e Medeiros entram na articulação de Flávio

Senadores eleitos por Mato Grosso e suplentes participam de encontro organizado pelo PL nesta terça-feira para definir ações da campanha presidencial nos estados

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A disputa pelo segundo turno da eleição presidencial já começou a movimentar as principais lideranças políticas de Mato Grosso. Os senadores eleitos Mauro Mendes (União) e José Medeiros (PL) embarcam nesta terça-feira (6) para Brasília, onde participarão de uma reunião com o presidenciável Flávio Bolsonaro (PL).

Também devem integrar a comitiva mato-grossense os primeiros suplentes Cidinho Santos (PP), de Mauro, e Odílio Balbinotti (PL), de Medeiros, que coordenou a campanha de Flávio no primeiro turno em Mato Grosso.

O encontro faz parte de uma articulação nacional conduzida pela direção do PL para organizar a atuação dos aliados na segunda etapa da eleição presidencial. A ideia é reunir lideranças eleitas em diferentes estados para discutir estratégias, mobilização política e ações de campanha até a votação do dia 25 de outubro.

Mato Grosso entra na mesa de estratégia

O desempenho de Flávio Bolsonaro em Mato Grosso colocou o Estado entre os principais focos da articulação para o segundo turno.

No primeiro turno, o candidato do PL recebeu 1.298.581 votos em Mato Grosso, o equivalente a 65,15% dos votos válidos. Lula (PT) ficou com 581.681 votos, ou 29,18%. A diferença entre os dois chegou a 716.900 votos.

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Com esse resultado, as lideranças mato-grossenses que participaram da campanha de Flávio devem levar para Brasília uma avaliação sobre o desempenho no Estado e sugestões para a nova etapa da disputa.

Balbinotti confirmou a participação no encontro e afirmou que a reunião terá como objetivo justamente organizar a campanha para o segundo turno.

Segundo ele, Mato Grosso conseguiu uma votação expressiva para o candidato do PL e a experiência da campanha no Estado será colocada à disposição da coordenação nacional.

Reunião deve reunir aliados de vários estados

A agenda em Brasília não ficará restrita à bancada mato-grossense. A expectativa é de que políticos eleitos e lideranças de outras unidades da Federação também participem das discussões.

A proposta é estabelecer uma atuação coordenada dos aliados de Flávio nos estados, definindo formas de ampliar a mobilização eleitoral durante as próximas semanas.

Em Mato Grosso, a tarefa deverá envolver justamente os nomes que saíram fortalecidos das urnas no domingo e que agora passam a atuar na articulação da campanha presidencial.

Resultado ampliou espaço de Flávio em MT

Além de superar Lula com ampla vantagem, Flávio também ultrapassou o percentual obtido por Jair Bolsonaro no primeiro turno de 2022.

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Naquela eleição, o ex-presidente recebeu 59,84% dos votos válidos em Mato Grosso. Quatro anos depois, Flávio chegou a 65,15%, crescimento de 5,31 pontos percentuais.

O candidato do PL terminou o primeiro turno na liderança em 133 dos 142 municípios mato-grossenses, enquanto Lula venceu em nove cidades.

É justamente esse desempenho que deverá entrar na pauta da reunião em Brasília.

Mato Grosso prepara o segundo turno

Com Mauro Mendes e José Medeiros eleitos para o Senado e seus respectivos suplentes participando da reunião, Mato Grosso passa a integrar diretamente a rodada nacional de articulações do PL para o segundo turno.

A eleição presidencial será decidida em 25 de outubro, quando Flávio Bolsonaro e Lula voltarão às urnas.

Até lá, a reunião desta terça-feira deverá servir para alinhar discurso, estratégias e formas de atuação das lideranças que apoiam o candidato do PL nos estados.

Depois de uma votação expressiva em Mato Grosso no primeiro turno, a disputa agora muda de fase — e Brasília será o ponto de partida para organizar a estratégia das próximas três semanas.

Jornalista: Luan Schiavon

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