APAGÃO NO JUDICIÁRIO

TJMT aciona PF e Polícia Civil para investigar ataque que derrubou sistemas do Judiciário

Credenciais de usuários foram acessadas durante incidente; PJe e serviços digitais continuam indisponíveis e prazos processuais estão suspensos

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) acionou a Polícia Federal (PF) e a Polícia Civil para investigar o incidente de segurança que atingiu a infraestrutura tecnológica da Corte e deixou os principais sistemas do Judiciário estadual fora do ar desde segunda-feira (21).

A apuração busca identificar a origem do ataque, esclarecer como ocorreu o acesso à rede e apontar eventuais responsáveis. A medida também tem como objetivo reforçar a proteção das informações de magistrados, servidores, advogados e demais usuários dos sistemas do Tribunal. A informação sobre o acionamento das forças policiais foi confirmada nesta quinta-feira (24) por fontes ligadas ao Judiciário.

A PF foi envolvida na investigação porque um dos ambientes atingidos possui integração com sistemas vinculados ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Já a Polícia Civil deverá atuar na apuração relacionada à estrutura própria do TJMT.

Credenciais foram acessadas

Em nota divulgada nesta quarta-feira (23), o Tribunal confirmou que credenciais de usuários da rede foram acessadas durante o incidente. Entre as informações atingidas estão logins e senhas armazenadas de forma criptografada.

Apesar do acesso às credenciais, o TJMT informou que, até o momento, não identificou evidências de acesso a outros dados pessoais de magistrados e servidores, decisões judiciais ou arquivos de backup.

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Como medida preventiva, todas as senhas dos usuários estão sendo redefinidas e acessos considerados sensíveis permanecem restritos. A Corte também mantém os sistemas desligados enquanto equipes técnicas realizam testes de integridade e segurança.

PJe continua fora do ar

O problema foi identificado na segunda-feira (21), quando o Tribunal determinou a retirada preventiva do Processo Judicial Eletrônico (PJe) e de outras plataformas digitais.

Desde então, serviços como peticionamento eletrônico, consulta processual e demais ferramentas destinadas ao público externo permanecem indisponíveis.

A retomada será feita de maneira gradual, após a conclusão dos testes e a homologação dos ambientes tecnológicos. Até o momento, não há uma previsão definitiva para o restabelecimento integral dos serviços.

Atendimento segue restrito

Nesta quinta-feira (24) e na sexta-feira (25), o funcionamento do Tribunal ocorre apenas internamente. O atendimento ao público permanece limitado ao regime de plantão.

Os prazos processuais estão suspensos entre os dias 23 e 25 de setembro. Audiências e sessões previstas para esse período deverão ser redesignadas.

As sessões do Tribunal do Júri poderão ser realizadas, conforme avaliação do juiz responsável por cada unidade.

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Execução penal não foi afetada

Uma das exceções é o Sistema Eletrônico de Execução Unificado (SEEU), utilizado nos processos de execução penal. Segundo o TJMT, a plataforma não foi atingida e continua funcionando normalmente.

Casos considerados urgentes também seguem sendo atendidos pelo plantão judiciário, mesmo durante a indisponibilidade dos demais sistemas.

Investigação tenta dimensionar impacto

Além de identificar a origem do incidente, as investigações deverão esclarecer a extensão do acesso obtido na rede do Tribunal e verificar se houve tentativa de alcançar outras bases de dados.

O TJMT afirma que o incidente está sob controle e que equipes próprias, com apoio de especialistas, trabalham na recuperação dos sistemas e na adoção de novas medidas de segurança.

Até a conclusão das análises, a Corte mantém a estratégia de deixar as plataformas indisponíveis para evitar novos riscos e garantir que o retorno dos serviços ocorra de forma segura.

Jornalista: Mika Sbardelott

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ATÉ ZUNIL

Sandy defende fim dos “intocáveis” e propõe mandato de 8 anos para ministros do STF: “Não é monarquia”

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Sandy defende fim dos “intocáveis” e propõe mandato de 8 anos para ministros do STF: “Não é monarquia”

Segundo ela o Supremo Tribunal Federal precisa de renovação e regras claras de responsabilização, incluindo a possibilidade de demissão sumária pelo Senado em caso de desvio institucional.

A candidata a deputada federal Sandy levantou um debate urgente sobre o equilíbrio entre os Poderes da República e defendeu mudanças profundas na estrutura do Supremo Tribunal Federal (STF). Com o lema “Chega de intocáveis”, Sandy sustenta que o modelo atual de mandatos vitalícios para a Corte Suprema não condiz com os princípios de um Estado democrático de direito.

Para a candidata, a solução para oxigenar o STF e garantir maior representatividade e segurança jurídica ao país é clara e direta: estabelecer mandatos fixos de 8 anos para os ministros, coincidindo com o tempo de atuação de um senador da República.

“O STF não é monarquia. A perpetuação de poder em uma corte constitucional gera distorções graves e afasta a Justiça do cidadão comum. Precisamos de rotatividade e de sangue novo periodicamente”, afirma Sandy.

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Segundo a candidata, se um ministro optar por ultrapassar suas atribuições constitucionais e enveredar pelo caminho da politicagem, a resposta do Poder Legislativo deve ser imediata.

“Se o ministro trocar a Constituição pela politicagem, a demissão tem que ser rápida e automática. O cargo público no topo do Judiciário existe para servir à nação e à lei, não a interesses particulares ou partidários”, reforça.

A pauta da reforma no Judiciário e do fim dos mandatos vitalícios tem ganhado força na plataforma de campanha de Sandy, que busca representar no Congresso Nacional uma voz firme em defesa da moralidade institucional, do respeito à Constituição e do equilíbrio entre os Poderes.

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