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Empresário é condenado a 11 anos de prisão por estupro e perseguição contra ex-namorada em Cuiabá

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Alexandre Franzner Pisetta foi condenado a 11 anos e 3 meses de prisão, em regime inicialmente fechado, pelos crimes de estupro e perseguição contra a ex-namorada, a modelo Stephany Leal Vareiro. A sentença foi proferida pela juíza Tatyana Lopes de Araújo Borges, da 2ª Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Cuiabá.

Além da pena de reclusão, o empresário terá de pagar 15 dias-multa e R$ 15 mil de indenização por danos morais à vítima. A Justiça também manteve a prisão preventiva do condenado.

O caso ganhou repercussão depois que Stephany utilizou as redes sociais para denunciar o ex-namorado e publicou vídeos que registraram episódios de violência.

Estupro foi registrado por câmeras

De acordo com a sentença, o estupro ocorreu em 17 de maio de 2025, quando Alexandre teria trancado Stephany em um estúdio de sobrancelhas localizado dentro da residência.

Segundo a decisão, mediante violência física e grave intimidação, ele obrigou a ex-namorada a manter ato sexual enquanto proferia frases humilhantes e de cunho sexual.

O episódio foi registrado por câmeras de segurança. As imagens, conforme consta na sentença, mostram a resistência da vítima e a contenção física exercida pelo réu.

Stephany relatou ainda que permaneceu trancada e sofreu agressões físicas por mais de duas horas durante o episódio.

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Pelo crime de estupro, Alexandre foi condenado a 10 anos e 6 meses de reclusão.

Perseguição após o fim do relacionamento

Após o rompimento definitivo do relacionamento, em novembro de 2025, Alexandre passou a perseguir a ex-namorada de maneira reiterada, segundo a Justiça.

Conforme a sentença, ele monitorava a rotina da vítima, enviava diversas mensagens agressivas e utilizava telefones de terceiros para tentar contornar os bloqueios feitos por Stephany.

As condutas também incluíam ameaças de morte e demonstrações de ciúme e comportamento possessivo.

Pelo crime de perseguição majorada, conhecido como stalking, o empresário recebeu pena de 9 meses de prisão.

Com a soma das condenações, a pena definitiva foi estabelecida em 11 anos e 3 meses de reclusão, em regime inicialmente fechado.

Justiça mantém prisão e fixa indenização

Além da condenação criminal, a magistrada determinou o pagamento de R$ 15 mil por danos morais à vítima.

Na decisão, foram consideradas a gravidade dos crimes e as consequências provocadas na vida de Stephany, incluindo o profundo abalo psicológico relatado no processo e uma tentativa de suicídio atribuída ao esgotamento emocional decorrente da situação.

A juíza também decidiu manter Alexandre preso preventivamente. Para a magistrada, a medida é necessária para garantir a ordem pública e preservar a segurança da vítima.

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A decisão aponta que a eventual soltura representaria risco de reiteração criminosa diante do comportamento considerado “persistente e invasivo”.

Absolvido por descumprimento de medida protetiva

Alexandre também respondia por descumprimento de medidas protetivas de urgência, previstas na Lei Maria da Penha.

Nesse ponto, porém, ele foi absolvido.

A juíza considerou existir dúvida razoável sobre a intenção deliberada do réu de violar a ordem judicial. Isso porque, após a concessão das medidas protetivas, houve um período em que o casal teria retomado o relacionamento de forma consensual.

Diante da ausência de certeza sobre a intenção de descumprir a determinação judicial, a magistrada aplicou o princípio in dubio pro reo, que determina que a dúvida deve beneficiar o acusado.

Grupo reflexivo

A sentença também determinou que Alexandre comprove sua participação em grupo reflexivo para autores de violência doméstica no prazo máximo de 120 dias.

A condenação pelos crimes de estupro e perseguição, contudo, permanece em 11 anos e 3 meses de prisão, além da indenização e dos dias-multa estabelecidos pela Justiça.

Jornalista: Luan Schiavon

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Vítima celebra condenação de ex-marido, mas prevê saída da prisão em poucos anos

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Stephany Leal Vareiro usou as redes sociais nesta quinta-feira (13) para comemorar a condenação do ex-marido, o empresário Alexandre Franzner Pisetta, a 11 anos e 3 meses de prisão pelos crimes de estupro e perseguição qualificada.

Apesar de considerar a sentença uma vitória, Stephany afirmou acreditar que o empresário poderá deixar a prisão antes do cumprimento integral da pena.

“Sabemos que em 4 anos estará na rua, mas no estado onde a grande maioria dos homens são soltos na audiência de custódia, é uma vitória para nós mulheres”, escreveu a vítima.

A condenação foi proferida em junho deste ano pela juíza Tatyana Lopes de Araújo Borges, da 2ª Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher de Cuiabá. Alexandre foi condenado inicialmente ao regime fechado e também deverá pagar R$ 15 mil de indenização mínima por danos morais à vítima.

A Justiça manteve a prisão preventiva do empresário e negou a ele o direito de recorrer em liberdade.

Denúncia começou em 2025

Segundo os autos, Stephany procurou as autoridades em maio de 2025 e denunciou agressões físicas e cárcere privado durante o processo de encerramento do relacionamento.

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Na época, foram concedidas medidas protetivas em favor da vítima.

Alexandre acabou preso em dezembro de 2025 após ser acusado de descumprir as determinações judiciais. Conforme a investigação, ele teria utilizado números de telefone de terceiros para enviar mensagens ofensivas e ameaçadoras à ex-companheira.

Entre as mensagens, segundo os autos, havia também uma imagem de arma de fogo.

Depoimento da vítima foi considerado relevante

Na sentença, a magistrada destacou a importância do depoimento da vítima em processos envolvendo violência doméstica, especialmente diante da característica desses crimes, que frequentemente ocorrem sem a presença de testemunhas.

A decisão também considerou relatórios técnicos relacionados a vídeos que, conforme os autos, registraram a resistência de Stephany e a investida sexual atribuída ao empresário.

Com base no conjunto de provas, a Justiça reconheceu a prática dos crimes de estupro e perseguição qualificada.

Absolvido de uma acusação

Alexandre foi absolvido apenas da acusação de descumprimento de medidas protetivas de urgência.

Nesse ponto, a juíza entendeu que houve um período em que o casal teria retomado o relacionamento de maneira consentida, circunstância que gerou dúvida sobre a intenção do acusado de violar a ordem judicial naquele intervalo.

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A absolvição, porém, não alterou a condenação pelos crimes de estupro e perseguição.

A prisão preventiva também foi mantida pela Justiça sob o argumento de necessidade de garantir a ordem pública e preservar a integridade física e psicológica de Stephany.

A manifestação da vítima nas redes sociais ocorre, portanto, após uma longa disputa judicial iniciada com as denúncias de violência durante o relacionamento e que culminou na condenação do empresário.

Jornalista: Luan Schiavon

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