Policial

Adolescente encontra larvas em ferimento após cirurgia e família denuncia falta de higiene em hospital de VG

Published

on

Um adolescente de 17 anos, internado no Hospital e Pronto-Socorro de Várzea Grande (HPSVG) após sofrer um acidente de motocicleta em Nossa Senhora do Livramento, foi encontrado com larvas saindo do ferimento no braço. A situação foi denunciada pela mãe do jovem, Creonice Silva Campos, que divulgou vídeos nas redes sociais pedindo socorro e alertando para o risco de morte.

Vanderson Campos de Magalhães está internado na unidade desde domingo (9), quando caiu de uma motocicleta e sofreu fraturas no braço e na perna. Segundo a mãe, ele passou por cirurgia no mesmo dia.

Creonice afirma que, após o procedimento, o filho teria permanecido por cerca de dois dias sem banho e sem receber os cuidados necessários no ferimento. Na quarta-feira (12), o adolescente teria relatado sentir algo estranho no braço. Foi então que familiares perceberam larvas saindo da região operada.

“Ele deu entrada no domingo e fez a cirurgia no mesmo dia. Eu perguntei sobre o banho e me disseram que ele poderia tomar banho 24 horas depois do procedimento. Passou segunda-feira, chegou terça-feira, não fizeram curativo, não fizeram nada. Meu filho estava com larvas saindo do corpo”, relatou a mãe.

Segundo Creonice, após a família reclamar da situação, Vanderson foi levado novamente ao centro cirúrgico. No entanto, de acordo com ela, o adolescente teria retornado sem que o problema fosse completamente solucionado.

Leia Também:  Homem sequestrado por falsos policiais é encontrado morto

“Eu fui reclamar, foi quando levaram meu filho para o centro cirúrgico, mas voltaram de lá com ele do mesmo jeito. Depois tiraram 15 bichos do osso do meu filho”, afirmou.

A família registrou em vídeos o momento em que as larvas saíam e entravam no ferimento do adolescente. As imagens foram divulgadas nas redes sociais como forma de denunciar as condições de atendimento oferecidas na unidade.

Família denuncia falta de limpeza

Além do caso envolvendo o adolescente, os familiares também denunciam as condições de higiene do quarto onde Vanderson está internado. Segundo Creonice, o ambiente não estaria recebendo limpeza adequada.

“Não tem ar-condicionado, não tem nada, tive que deitar no chão. Peguei um lençol e limpei o chão para deitar. Desde domingo que entramos ninguém limpou o quarto”, alegou.

A reclamação é reforçada por outros pacientes e acompanhantes. Tamires Silva, sobrinha de uma paciente internada no hospital, afirmou que a falta de limpeza seria recorrente.

“A limpeza raramente é feita, as lixeiras ficam lotadas. Só jogam um pouco de água e puxam. Os banheiros estão em condições precárias, lixo acumulado e papéis higiênicos usados espalhados. O mínimo que se espera de um ambiente que lida com saúde é limpeza”, relatou.

Leia Também:  Criança leva quatro sachês de veneno de rato para escola e oferece a colegas em Cuiabá

Funcionários reduzidos

Pacientes e acompanhantes também afirmam ter recebido a informação de que houve redução no número de trabalhadores responsáveis pela limpeza da unidade. Segundo os relatos, a equipe teria passado de 11 para apenas dois funcionários.

A redução estaria relacionada a supostos atrasos nos pagamentos à empresa responsável pelo serviço, que, conforme informado aos pacientes, estariam acumulados há cerca de seis meses.

O serviço de limpeza é prestado pela Servlimp. Procurada pela reportagem, a empresa preferiu não se manifestar.

Em nota, a Prefeitura de Várzea Grande afirmou que a empresa responsável pela limpeza continua prestando serviços no Hospital e Pronto-Socorro. O município, porém, não se manifestou sobre os supostos atrasos nos pagamentos.

O Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT) informou que o caso será acompanhado pelos setores de sindicância e fiscalização, que deverão verificar as condições oferecidas ao adolescente e as circunstâncias envolvendo o atendimento.

O caso deverá ser apurado pelas autoridades responsáveis para esclarecer se houve falha na assistência, nos procedimentos de higiene ou no acompanhamento do paciente após a cirurgia.

Jornalista: Luan Schiavon

📲 Clique aqui e receba notícias do VOZMT no seu celular

Advertisement
Click to comment

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Policial

Vítima celebra condenação de ex-marido, mas prevê saída da prisão em poucos anos

Published

on

Stephany Leal Vareiro usou as redes sociais nesta quinta-feira (13) para comemorar a condenação do ex-marido, o empresário Alexandre Franzner Pisetta, a 11 anos e 3 meses de prisão pelos crimes de estupro e perseguição qualificada.

Apesar de considerar a sentença uma vitória, Stephany afirmou acreditar que o empresário poderá deixar a prisão antes do cumprimento integral da pena.

“Sabemos que em 4 anos estará na rua, mas no estado onde a grande maioria dos homens são soltos na audiência de custódia, é uma vitória para nós mulheres”, escreveu a vítima.

A condenação foi proferida em junho deste ano pela juíza Tatyana Lopes de Araújo Borges, da 2ª Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher de Cuiabá. Alexandre foi condenado inicialmente ao regime fechado e também deverá pagar R$ 15 mil de indenização mínima por danos morais à vítima.

A Justiça manteve a prisão preventiva do empresário e negou a ele o direito de recorrer em liberdade.

Denúncia começou em 2025

Segundo os autos, Stephany procurou as autoridades em maio de 2025 e denunciou agressões físicas e cárcere privado durante o processo de encerramento do relacionamento.

Leia Também:  Vice-prefeito entra na mira da PF em investigação sobre operação de R$ 308 milhões da Oi

Na época, foram concedidas medidas protetivas em favor da vítima.

Alexandre acabou preso em dezembro de 2025 após ser acusado de descumprir as determinações judiciais. Conforme a investigação, ele teria utilizado números de telefone de terceiros para enviar mensagens ofensivas e ameaçadoras à ex-companheira.

Entre as mensagens, segundo os autos, havia também uma imagem de arma de fogo.

Depoimento da vítima foi considerado relevante

Na sentença, a magistrada destacou a importância do depoimento da vítima em processos envolvendo violência doméstica, especialmente diante da característica desses crimes, que frequentemente ocorrem sem a presença de testemunhas.

A decisão também considerou relatórios técnicos relacionados a vídeos que, conforme os autos, registraram a resistência de Stephany e a investida sexual atribuída ao empresário.

Com base no conjunto de provas, a Justiça reconheceu a prática dos crimes de estupro e perseguição qualificada.

Absolvido de uma acusação

Alexandre foi absolvido apenas da acusação de descumprimento de medidas protetivas de urgência.

Nesse ponto, a juíza entendeu que houve um período em que o casal teria retomado o relacionamento de maneira consentida, circunstância que gerou dúvida sobre a intenção do acusado de violar a ordem judicial naquele intervalo.

Leia Também:  Quatro homens descem de carro e abrem fogo contra hóspede dentro de hotel

A absolvição, porém, não alterou a condenação pelos crimes de estupro e perseguição.

A prisão preventiva também foi mantida pela Justiça sob o argumento de necessidade de garantir a ordem pública e preservar a integridade física e psicológica de Stephany.

A manifestação da vítima nas redes sociais ocorre, portanto, após uma longa disputa judicial iniciada com as denúncias de violência durante o relacionamento e que culminou na condenação do empresário.

Jornalista: Luan Schiavon

📲 Clique aqui e receba notícias do VOZMT no seu celular

Continue Reading

POLÍTICA MT

POLICIAL

MATO GROSSO

MUNICÍPIOS

MAIS LIDAS DA SEMANA