José Correia de Miranda, de 47 anos, foi preso em flagrante após matar a ex-companheira, Maria Helena do Carmo, de 51 anos, e a amiga dela, Cleidineia Eucaris da Costa, de 46, durante uma confraternização no distrito de Cangas, em Poconé (104 km de Cuiabá). O crime aconteceu na madrugada desta quinta-feira (13) e também deixou um homem gravemente ferido.
Segundo o delegado Matheus Prates de Oliveira, José teria atacado as vítimas porque não aceitava o fim do relacionamento com Maria Helena.
As duas mulheres eram agentes comunitárias de saúde do Programa Saúde da Família (PSF) do distrito de Cangas.
Ataque começou durante confraternização
Conforme relato de uma testemunha à Polícia Militar, Maria Helena participava de uma pequena confraternização com amigos quando José chegou ao local armado com uma faca.
Um dos homens que estavam na residência tentou impedir o ataque e acabou sendo atingido por vários golpes. Cleidineia teria tentado ajudar o amigo, mas também foi atacada pelo suspeito.
De acordo com o delegado, uma avaliação preliminar apontou que Cleidineia sofreu aproximadamente 15 golpes de faca. A perícia deverá confirmar a quantidade exata de ferimentos.
Depois de atacar as vítimas com a faca, José teria pegado um pedaço de madeira e passado a golpear Maria Helena.
A mulher sofreu golpes violentos na cabeça e teve o crânio rachado. Ela não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local.
Vítima tentou fugir
Ainda segundo o relato encaminhado à polícia, durante o ataque Maria Helena conseguiu correr para dentro da residência na tentativa de se esconder.
José, porém, teria perseguido a ex-companheira e continuado as agressões. A vítima foi atingida por golpes de faca e pauladas e morreu no imóvel.
O homem que tentou intervir foi socorrido com vida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado para uma unidade de saúde. Segundo o delegado, ele apresentava pelo menos cinco ferimentos provocados por faca.
Os números exatos de golpes e lesões ainda serão apontados pelo trabalho pericial.
Suspeito ficou em silêncio
Após o duplo homicídio, José fugiu do local. Inicialmente, segundo a polícia, ele teria afirmado que iria se entregar na delegacia.
O suspeito, entretanto, acabou localizado pela Polícia Militar e foi preso em flagrante.
Durante os primeiros procedimentos, José permaneceu em silêncio e não apresentou detalhes sobre o ataque. Segundo o delegado Matheus Prates, ele teria apenas afirmado que “pagaria pelo que fez”.
“O que sabemos é que ele não aceitava o término do relacionamento”, afirmou o delegado.
A investigação aponta, inicialmente, que o crime teria sido motivado pela inconformidade do suspeito com o fim do relacionamento.
Duplo feminicídio
Conforme o delegado, José deverá ser indiciado por duplo feminicídio consumado pelas mortes de Maria Helena e Cleidineia, além de homicídio qualificado tentado pela agressão contra o homem que tentou impedir o ataque.
A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) esteve no local para realizar os levantamentos e recolher vestígios que possam ajudar a esclarecer a dinâmica do crime.
Os corpos das duas mulheres foram encaminhados ao Instituto Médico Legal (IML), onde passam por exames de necropsia.
A Polícia Civil segue investigando o caso.
Comunidade de Cangas está em choque
A morte das duas agentes comunitárias de saúde causou comoção entre moradores do distrito de Cangas. Maria Helena e Cleidineia eram conhecidas pelo trabalho desenvolvido junto à comunidade por meio do PSF.
A investigação deverá esclarecer todas as circunstâncias do ataque, incluindo a sequência das agressões e a motivação do crime.
Jornalista: Luan Schiavon
Clique aqui e receba notícias do VOZMT no seu celular