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Cuiabana entra na disputa pelo Senado em Alagoas com apoio de Flávio Bolsonaro

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A advogada cuiabana Marina Antunes Candia e Figueiredo, de 36 anos, entrou na disputa por uma vaga no Senado por Alagoas com apoio direto do presidenciável Flávio Bolsonaro (PL). Ex-primeira-dama de Maceió e filiada ao PSDB, Marina é esposa do ex-prefeito da capital alagoana, João Henrique Caldas, e vem ganhando espaço no cenário político do estado.

Inicialmente, Marina havia colocado seu nome à disposição para concorrer a uma vaga na Câmara dos Deputados. A mudança de planos ocorreu após Alfredo Gaspar assumir a candidatura a vice-governador, abrindo espaço para que ela passasse a disputar o Senado.

Na corrida pela cadeira, a cuiabana terá como principais adversários nomes de peso da política alagoana, entre eles o deputado federal e ex-presidente da Câmara dos Deputados Arthur Lira (PP) e o senador Renan Calheiros (MDB).

A ascensão de Marina na política de Alagoas é atribuída, em parte, ao trabalho social desenvolvido por ela em Maceió. A atuação junto a projetos e ações sociais ampliou sua presença pública e ajudou a consolidar sua imagem política no estado.

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De família tradicional de Mato Grosso, Marina é filha do pecuarista Mario Candia e neta de José Monteiro de Figueiredo, conhecido como Doutor Zelito. O avô foi vice-governador de Mato Grosso, mantendo uma trajetória de participação na vida pública mato-grossense.

Com a entrada na disputa pelo Senado, Marina passa a integrar uma das corridas eleitorais de maior peso em Alagoas. A candidatura também coloca em evidência a trajetória de uma política nascida em Cuiabá que construiu sua carreira pública em outro estado e agora busca ampliar seu espaço no cenário nacional.

Da primeira-dama à disputa pelo Senado

A trajetória de Marina ganhou projeção durante o período em que esteve ao lado de João Henrique Caldas, conhecido como JHC, na Prefeitura de Maceió. Como primeira-dama, ela se tornou conhecida principalmente pela atuação em iniciativas de caráter social.

Agora, aos 36 anos, Marina deixa uma candidatura inicialmente planejada para a Câmara Federal e assume o desafio de disputar uma das duas vagas ao Senado que estarão em jogo. O movimento aumenta sua exposição política e coloca seu nome ao lado de adversários que já possuem longa experiência eleitoral.

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A disputa deverá ser marcada pelo confronto entre diferentes grupos políticos de Alagoas, com Marina buscando transformar a crescente popularidade construída nos últimos anos em votos para chegar ao Senado.

Jornalista: Luan Schiavon

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ATÉ ZUNIL

Cidade de 2,9 mil habitantes libera mais R$ 450 mil para festival após Justiça barrar show de R$ 500 mil

Enquanto faltam pouco mais de duas semanas para o fim do mês, a Prefeitura de Tesouro decidiu manter o espetáculo. E não é qualquer espetáculo.

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A Prefeitura de Tesouro, município de Mato Grosso com população estimada em apenas 2.935 habitantes, autorizou mais R$ 450 mil em novas despesas para a realização da 24ª edição do Festival de Praia. A decisão ocorre poucos dias depois de a Justiça anular um contrato de R$ 500 mil para um show da dupla Edson & Hudson.

Os novos gastos foram publicados nesta quinta-feira (13) no Jornal Oficial dos Municípios de Mato Grosso e autorizados pelo prefeito João Isaack Moreira Castelo Branco (PSB).

Do total, R$ 395 mil serão destinados aos cachês de três atrações musicais.

A dupla Rick & Renner receberá R$ 280 mil. O grupo de pagode Tô Te Querendo foi contratado por R$ 50 mil, enquanto o DJ Wam Baster receberá R$ 65 mil.

Na matemática simples, somente os três cachês representam aproximadamente R$ 134 por habitante de Tesouro.

É dinheiro público transformado em entretenimento.

E o show que a Justiça cancelou?

O novo pacote de despesas chama ainda mais atenção porque ocorre praticamente na sequência de uma decisão judicial que barrou outro contrato milionário.

No dia 6 de agosto, a Vara Única de Guiratinga declarou a nulidade absoluta do contrato de R$ 500 mil firmado para a apresentação de Edson & Hudson. A decisão foi tomada na Ação Popular nº 1000355-91.2026.8.11.0036 e teve efeitos retroativos à assinatura do contrato, realizada em 30 de março.

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O show estava previsto para o dia 22 de agosto e acabou cancelado.

Dois dias depois, em 10 de agosto, o município formalizou o distrato com a empresa responsável pela contratação da dupla.

Mas, aparentemente, o cancelamento de meio milhão não significou o fim da festa.

No dia 12, a prefeitura autorizou as novas despesas. No dia seguinte, os atos foram publicados oficialmente.

Pão e circo com dinheiro público?

A contratação das atrações ocorreu por inexigibilidade de licitação, mecanismo previsto na legislação para situações em que a competição é considerada inviável, como determinadas contratações de artistas.

Além dos cachês, a Prefeitura de Tesouro também autorizou mais R$ 55 mil para a contratação da Eringer Engenharia Ltda., responsável por serviços de prevenção e segurança contra incêndio, formação de brigada e instalação dos equipamentos necessários para o festival.

Somados, os novos gastos chegam a R$ 450 mil.

E a pergunta inevitável é: em uma cidade com menos de 3 mil moradores, qual é a prioridade?

Festival, obviamente, faz parte da cultura e do lazer. Ninguém questiona que a população tenha direito a diversão. O problema começa quando os valores chamam atenção e surgem justamente após a Justiça derrubar um contrato anterior de meio milhão de reais.

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A conta chega para quem?

Tesouro tem população estimada em 2.935 habitantes.

É uma cidade pequena, onde cada real do orçamento público deveria ser acompanhado com lupa.

Enquanto isso, apenas os três novos cachês autorizados para o festival equivalem a cerca de R$ 134 para cada morador.

Não significa, naturalmente, que cada cidadão esteja pagando diretamente esse valor. Mas a proporção ajuda a dimensionar o tamanho da despesa para um município de pequeno porte.

Depois de um contrato de R$ 500 mil ser considerado nulo pela Justiça, a prefeitura poderia simplesmente reduzir o tamanho da festa?

Preferiu não.

Trocou uma atração por outras três e manteve a engrenagem do entretenimento funcionando.

No velho roteiro do pão e circo, o povo ganha o espetáculo e o poder administra a conta.

Em Tesouro, pelo menos desta vez, o espetáculo promete ser grande. A pergunta é se a conta também será.

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