O assassinato de duas servidoras da saúde durante uma confraternização em Poconé (105 km de Cuiabá) chocou toda a população do município. A avaliação é do delegado Matheus Prates de Oliveira, responsável pela investigação do crime que terminou com as mortes de Maria Helena do Carmo, de 51 anos, e Cleidineia Eucaris da Costa, de 46.
As duas mulheres foram mortas a facadas e pauladas durante uma confraternização na casa de Maria Helena, no Distrito de Cangas, na quinta-feira (13). O principal suspeito, de 47 anos, foi preso em flagrante.
“É um crime bárbaro que chocou toda a população de Poconé e comoveu bastante porque as duas vítimas que vieram a óbito eram profissionais da saúde, trabalhavam no PSF do Distrito de Cangas, que pertence à Prefeitura de Poconé”, afirmou o delegado.
A brutalidade do ataque e o fato de as vítimas serem conhecidas na comunidade aumentaram a comoção entre moradores, familiares e colegas de trabalho.
Ataque durante confraternização
Conforme a investigação, o suspeito invadiu a confraternização armado com uma faca e iniciou as agressões. A principal hipótese é de que ele tenha agido por ciúmes e por não aceitar o fim do relacionamento com Maria Helena.
O irmão da vítima tentou impedir o ataque e acabou ferido. Após ser socorrido por testemunhas e levado para uma residência vizinha, Cleidineia tentou ajudá-lo.
Foi nesse momento que ela também se tornou alvo do agressor.
Segundo o delegado, Cleidineia recebeu pelo menos 15 golpes de faca, além de pauladas. Ela não resistiu aos ferimentos e morreu no local.
Na sequência, o suspeito entrou na residência em busca de Maria Helena. A mulher tentou se esconder, mas acabou encontrada e atacada.
Maria Helena também morreu no local.
“Vocês não mereciam essa crueldade”
A violência do crime provocou uma onda de indignação nas redes sociais. Amigos e colegas das vítimas lamentaram as mortes e cobraram justiça.
“Que façam justiça, a de Deus e dos Homens. Chega de tanta violência e crueldade contra as mulheres. Vão deixar muitas saudades. Vocês não mereciam essa crueldade desse monstro”, escreveu a amiga Enair Regina Martins Martins.
Maria Helena e Cleidineia trabalhavam como agentes comunitárias de saúde no PSF do Distrito de Cangas e eram conhecidas pelo atendimento prestado aos moradores.
A Prefeitura de Poconé também manifestou pesar pela morte das servidoras e destacou a dedicação das duas ao serviço público.
“Cleidineia e Maria Helena dedicaram parte de suas vidas ao cuidado com o próximo, construindo uma trajetória marcada pelo compromisso, pela atenção às famílias e pelo carinho com a comunidade onde atuavam”, afirmou o município.
Suspeito preso em flagrante
O homem foi preso logo após o ataque e autuado por feminicídio, homicídio qualificado e tentativa de homicídio qualificado.
A investigação aponta, até o momento, que o crime teria sido motivado pelo inconformismo do suspeito com o término do relacionamento com Maria Helena, associado a ciúmes.
A Polícia Civil continua ouvindo testemunhas e reunindo elementos para esclarecer todas as circunstâncias do ataque.
Para o delegado Matheus Prates, além da violência empregada contra as vítimas, o crime atingiu diretamente uma comunidade onde as duas mulheres exerciam uma função de proximidade e cuidado.
“É um crime bárbaro”, reforçou o delegado ao destacar a dimensão da comoção provocada pelas mortes em Poconé.
Jornalista: Luan Schiavon
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