Andrea Maria Zattar,

JULHO 2026

Published

on

Parece que foi ontem que desejamos um feliz Ano-Novo e, de repente, metade do ano já ficou para trás.
Então eu me fiz uma pergunta:
O que eu já fiz este ano?
Eu comi brigadeiro na panela.
Chupei geladinho e fiquei com a língua roxa.
Trabalhei, atendi clientes, cumpri prazos, participei de audiências e entreguei resultados.
Mudei a rota para o trabalho. Escolhi um caminho diferente.
Faça isso também. Você vai gostar.
Liguei para uma amiga com quem eu não falava havia muito tempo.
Comi pipoca na praça e conheci um pouquinho da vida do pipoqueiro.
Tive a alegria de sentir o vento no rosto.
É uma sensação incrível perceber o cabelo balançando.
Faça essa experiência também.
É um gesto simples, mas que pode transformar o nosso dia.
Olhei para o céu e senti a presença de Deus.
Experimente colocar sentido nas pequenas coisas.
Saia do automático, mesmo que seja por alguns instantes.
Eu apostei corrida com uma tartaruga e constatei o óbvio: preciso desacelerar para seguir em frente.
Os passos lentos, muitas vezes, nos conduzem à melhor direção.
Também torci pelo meu time.
Gritei. Vibrei a cada lance.
E, mesmo com o empate, fui para casa feliz.
Percebi que a alegria nem sempre está na vitória.
Às vezes, ela está na emoção de acreditar, de torcer e de viver intensamente cada momento.
Conheci pessoas novas.
Daquelas com quem a sintonia acontece logo no primeiro encontro.
Espero que a vida nos permita caminhar juntos por muito tempo.
Fiquei em silêncio e escutei o canto dos pássaros quebrando o silêncio.
Você já observou como é lindo o canto dos pássaros?
Eu cantei no chuveiro.
É divertido.
Faça isso de vez em quando.
Você não vai se arrepender.
Tomei banho de chuva. A água gelada limpa a nossa alma.
Faça isso também!
Eu escrevi uma carta.
Isso mesmo. Uma carta.
Nada de WhatsApp, e-mail ou qualquer outra forma de comunicação instantânea.
A carta foi escrita com a minha letra e com toda a minha emoção.
Acordei no meio da madrugada para desenvolver uma tese convincente.
Escrevi um artigo em menos de dez minutos porque estava muito inspirada.
Recebi mensagens de muitos leitores. A inspiração realmente é contagiante.
Eu procrastinei também!
Eu ainda não comecei a dieta.
Não me matriculei na academia.
E não comecei a meditar.
A verdade é que eu nem incluí isso como meta para este ano, embora saiba que tudo isso seja importante.
Não estou à espera de grandes mudanças, nem fazendo grandes projeções.
Prefiro viver um dia de cada vez, sem deixar que a vida passe enquanto espero pelo momento ideal.
Porque aprendi que um dia feliz conta por três.
Agora eu quero saber de você.
O que você já fez este ano?
O que ainda pretende fazer?
Andrea Maria Zattar, advogada trabalhista, previdenciarista, membro da Associação Brasileira das Mulheres de Carreira Jurídica – ABMCJ, articulista e ativista em causas sociais.

Advertisement

Artigos

Pets na escola: estratégia pode contribuir para autorregulação e aprendizagem

Published

on

Autorregulação é a capacidade de regular emoções, atenção e comportamento. Esse tema tem ganhado mais espaço nas discussões sobre estratégias educacionais. Com isso, a educação assistida por animais (EAA) surge como uma possibilidade de apoio ao desenvolvimento acadêmico e socioemocional de crianças e adolescentes.

A presença de um animal em ambiente escolar pode oferecer companhia, afeto e estímulos que tornam o processo de aprendizagem mais prazeroso e motivador. Quando selecionados e treinados adequadamente, eles contribuem para a criação de um ambiente seguro, favorecendo a redução da ansiedade, aumento da empolgação e melhor adaptação diante de desafios acadêmicos e comportamentais.

Os pets devem ser selecionados e preparados para o ambiente educacional. O uso deles em sala de aula requer seleção baseada em temperamento, saúde e treinamento para garantir segurança e diminuir risco de doenças.

Esse tipo de recurso pode auxiliar no ensino ao proporcionar experiências lúdicas que estimulam interação e comunicação verbal. A convivência com o animal tende a facilitar a realização de tarefas, incentivar a linguagem e a expressão de significados.

Conforme estudos da Psicologia e Educação, práticas de Intervenção Assistida por Animais (IAA) estão associadas a benefícios psicológicos que incluem diminuição do estresse, sensação de afeto e maior bem-estar; melhora na atenção, diminuição de comportamentos disruptivos e aumento da motivação dos alunos. O educador pode usar a presença do pet como meio positivo para reforçar aprendizagens, propor tarefas que envolvam cuidado e observação, além de valorizar o prazeroso vínculo entre criança e animal.

As atividades que promovem ludicidade costumam ser eficazes, como, por exemplo, leitura para pets, cuidados rotineiros, observação científica e jogos de linguagem. Essas ações estimulam comunicação verbal, linguagem, estabelecimento de significados e permitem que os alunos interajam de forma positiva, tornando o aprendizado mais concreto e significativo.

As escolas devem consultar regulamentações locais, institutos especializados, exigir vacinação, exames de saúde e registros para prevenir doenças. Também devem obter consentimento de pais e responsáveis, avaliar alergias e ainda definir protocolos de higiene e manejo para tornar o uso dos animais seguro no ambiente educacional.

Quando integrada de forma planejada e segura, a presença de animais no ambiente escolar pode atuar diretamente na autorregulação, atenção, comportamento e aprendizagem, ampliando possibilidades de desenvolvimento emocional, social e acadêmico dos estudantes.

 Luciana Brites é CEO do Instituto NeuroSaber, psicopedagoga, psicomotricista, Doutoranda em Ciências do Desenvolvimento Humano e Mestre em Distúrbios do Desenvolvimento pelo Mackenzie, palestrante e autora de livros sobre educação e transtornos de aprendizagem. Instituto NeuroSaber https://institutoneurosaber.com.br

Continue Reading

POLÍTICA MT

POLICIAL

MATO GROSSO

MUNICÍPIOS

MAIS LIDAS DA SEMANA