Pré-candidatura ignorada

Ex-vereadora Edna Sampaio acusa PT-MT de racismo por não apoiar sua candidatura ao Senado

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A ex-vereadora de Cuiabá, Edna Sampaio (PT), criticou publicamente o PT de Mato Grosso por não escolhê-la como pré-candidata ao Senado na eleição deste ano. Em postagens nas redes sociais, Edna acusou o partido de racismo e questionou a decisão da direção estadual, comandada pela ex-deputada federal Rosa Neide.

Segundo a ex-vereadora, a escolha do partido em nível nacional, sem debate interno no estado, teria desconsiderado a candidatura de uma mulher preta para a disputa ao Senado. “A discussão em nível nacional, sem sequer passar pelo estado, foi a resposta para o nome de uma mulher preta colocada para a disputa ao Senado. […] Pedro Taques não representa a esquerda e nem o campo progressista. É conservador, lava-jatista”, escreveu Edna em suas redes.

O PT nacional confirmou apoio à reeleição do senador Carlos Fávaro (PSD) e à candidatura do ex-governador Pedro Taques (PSB), alinhando a estratégia do partido em Mato Grosso com as diretrizes da legenda em nível nacional.

Fontes políticas indicam que a pré-candidatura de Edna Sampaio não era considerada prioridade dentro do PT estadual. Desde que foi cassada sob acusação de rachadinha na Câmara de Cuiabá, Edna perdeu parte de seu capital político e do espaço que tinha no grupo da esquerda no estado.

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A polêmica levanta novamente o debate sobre representatividade racial e feminina nas eleições estaduais e a condução das pré-candidaturas pelo partido em Mato Grosso.

Jornalista: Luan Schiavon

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ATÉ ZUNIL

Gaeco investiga vereadores por suposto esquema de poder

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Uma vereadora de Várzea Grande já prestou depoimento ao Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de Mato Grosso, no âmbito de uma investigação que apura supostos crimes de corrupção, extorsão, cárcere privado e articulações para interferir na condução do Poder Executivo municipal.

A informação foi revelada pelo presidente da Câmara Municipal de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira (MDB), durante participação no podcast Pode Revirar, na terça-feira (2). Sem citar nomes, o parlamentar afirmou que integrantes do Legislativo já foram chamados para prestar esclarecimentos.

“Tem vereador que já foi chamado lá no Gaeco, vereadora também”, declarou, ao comentar supostos episódios de assédio político ocorridos durante a disputa pela Mesa Diretora da Câmara.

Segundo informações obtidas pela reportagem, a parlamentar ouvida pelos investigadores negou qualquer participação em um suposto esquema de compra de votos relacionado à eleição da Mesa Diretora realizada em 14 de maio.

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Investigação apura suposta organização criminosa

A denúncia em análise pelo Ministério Público aponta a existência de um suposto grupo formado por 12 vereadores que teria atuado para controlar a eleição da Mesa Diretora e, posteriormente, viabilizar uma eventual mudança no comando do Executivo municipal.

O caso ganhou repercussão após a reeleição de Wanderley Cerqueira para a Presidência da Câmara, por diferença de apenas um voto sobre o vereador Lucas Chapéu do Sol (PL), aliado da prefeita Flávia Moretti.

Entretanto, a eleição foi anulada por decisão do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), em ação proposta pelo vereador Bruno Rios (PL), líder da prefeita no Legislativo. O grupo vencedor informou que pretende recorrer da decisão.

Vídeos, áudios e novas diligências

Conforme apurado, os investigadores analisam vídeos, imagens e áudios que poderiam reforçar as suspeitas sobre a atuação de alguns parlamentares. Fontes ligadas ao caso afirmam que novas medidas investigativas não estão descartadas.

Entre os elementos sob análise estão mensagens de áudio que circularam em grupos de WhatsApp e que mencionariam supostas articulações políticas envolvendo uma possível cassação da prefeita.

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Também foi citado durante a investigação um vídeo que mostra o empresário Carlos Alberto de Araújo, marido da prefeita, manuseando maços de dinheiro em espécie. O conteúdo passou a circular em meio à crise política instalada entre Executivo e Legislativo no município.

Vereadores citados

Além de Wanderley Cerqueira, são mencionados na denúncia vereadores que integraram a chapa vencedora da eleição anulada e parlamentares apontados como apoiadores do grupo político investigado.

Até o momento, não há denúncia formal apresentada pelo Ministério Público nem condenações relacionadas aos fatos apurados. A investigação segue em andamento sob sigilo parcial, e os envolvidos negam irregularidades.

O Gaeco continua realizando oitivas e analisando documentos, gravações e demais elementos para verificar a existência ou não dos crimes apontados na denúncia.

Jornalista: Luan Schiavon

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